[o que passa pela minha cabeça
enquanto
faço tudo isso que não cabe num
dêitico]
espaços de relações entre espaços
de relações entre
/ permeabilidades
entre a palavra ::: e onde ela cai
/ experimentalismo do ignorante
>> usar o [não saber como fazer]
como um instrumento
para seguir em frente mesmo assim
/ um Kamikaze de sentido reencarna
em outro hemisfério semiótico
---
livro :::::::
corpo de pele confusa / fronteiras
não muito claras
(afinal desde o século passado os
muros continuam caindo)
botar a ignorância no bolso e ver
no quê que dá.
escrita encharcada de experiência
a cabeça uma máquina de lavar
memórias
e lá se foi o instante e no entanto
ele está aqui
pensando onde eu vim parar / que
roupa nova é essa >>> a linguagem?
tudo quasessempre cai noutra pele
quando a palavra é a espada do
marujo que te empurra ao mar
---
constelações de mitos ao longo da
vida nos orientam
espiritualidade (pra mim)::::
diálogo matéria/imagem
ou seja (ou sobre o que sei
(arrisco dizer que sei) daquilo que não sei)
::: o segredo da obra >> seu sagrado nada a declarar
sempre se desconfia.
a palavra na mão/boca e a
ignorância no bolso
por falar em boca:::
performance >>>
escrever/inscrever o corpo no espaço.
encenar o real/realizar a imagem >
sobrepor um real no outro
ritual >> louvor ao instante
e o que (n)ele (se) instaura.
intervir aqui. ser mancha. deixar
vestígio. fazer estria
>> conversar com o espaço
---
seguir de mastro em pé, porque se
o
mar é grande e o homem é pequeno
há muito pouco a dizer, muito mais a
ouvir
mais ainda a traduzir. afinal
a cada vez que um kamikaze de
sentido morre
do outro lado do mundo ele pode
reencarnar do seu lado
por ex.
num buraco negro nos olhos do seu
amor
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